galvanismo

Categoria: Reviews

Amaldiçoado

‘No inferno, abrace o diabo’ é o lema desse filme, que mesmo com um CGI de baixo orçamento, faz com que se reflita sobre com que mal podemos aprender a conviver. Alexandre Aja continua fazendo ótimos filmes de suspense e Daniel Radcliffe se arriscando em excelentes papéis.

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Dois Dias, Uma Noite

Uma versão belga de O Céu de Suely.
V
erdadeiro, cru e intragável nos momentos certos.
Marion em mais uma soberba interpretação de um personagem cheio de tropeços e inseguranças.
A crise europeia é apenas um plano de fundo para contar uma história sobre sobrevivência, nada mais do que isso, e os irmãos Dardenne souberam dirigir essa análise de forma espetacular.

 

O Abutre

O Abutre não pretende julgar as atitudes dos personagens, porém expõe o desejo pornográfico de ter cenas de crimes expostos na mídia. Todo o desenvolvimento desse novo mundo é auxiliado pelo desempenho de Jake Gyllenhaal, que mantém muito bem os aspectos de loucura de Lou. Ótima estreia de Dan Gilroy na direção de longas. Que venham mais filmes.

Caminhos da Floresta

A música de Sondheim permanece incrível, mesmo que a maioria tenha seu contexto ou motivação alterada. As vozes são belas (apenas o Pine destoa um pouco) e Emily Blunt é a que melhor consegue transmitir as dubiedades do personagem.

Mas Caminhos da Floresta acabou sendo muito prejudicado pelos cortes no roteiro e os desfechos escolhidos, tirando um pouco a profundidade das situações. Essa estratégia da própria Disney – e que foi absorvida pelo roteirista original e por Rob – faz um filme que se comporta como Malévola, levantando questões morais e universais, mas sem explorá-las com sagacidade.

Marshall tem uma absurda competência em reunir um bom elenco, porém faz melhores filmes quando fica longe da fantasia e continua na escola que lhe formou (Bob Fosse).

O Jogo da Imitação

Ficando em um abismo entre desenvolver seus personagens secundários ou voltar-se para a vida do Turing, o filme acaba prejudica os coadjuvantes (inclusive a indicada Keira Knightley, que aqui só faz o contraponto com o personagem principal) e não desenvolvendo mais contexto aos fatos.

Se valendo de uma direção, roteiro e edição apenas correta, é fácil dizer que preencheu a vaga de filme britânico na cota de indicações, sem tirar o mérito de ser um bom filme.

Benedict Cumberbatch, que ainda está para viver algum personagem que mereça a vitória no Oscar, repete com entusiasmo seus melhores momentos: gênio, louco, introspectivo, com segredos e com a empatia e destreza nos relacionamentos semelhantes a uma porta.

Birdman

A meta-história contada e encenada em Birdman é de um primor tão grande, que dificilmente encontra rival a altura na temporada.

Existem poucas cenas desnecessárias (por mim, a relação entre Norton e Emma poderia dar lugar a qualquer cena com Watts, que está melhor do que a atual queridinha de Hollywood).

Até as pequenas aparições de Amy Ryan são lindas e essenciais.

Muitos dizem que Riggan pode ser um Michael Keaton extrapolado, não acho. O ator encara um personagem dúbio e bem construído pelo roteiro de Alejandro González Iñárritu, que aqui dirige sua grande obra, com suas melhores características canalizadas (o surreal junto ao teatral), transformando o que seria uma intricada obra contada como um lindo plano-sequência, em uma incrível obra.

SCANDAL

Em 2009, conhecemos Alicia Florrick e sua personagem feminina marcante na televisão. Antes, em 2007, tivemos aquela que é uma pequena pérola da televisão, Patty Hewes. E 2012, muitos apostaram em outro nome que deixaria rastros por onde passaria. Olivia Pope.
Scandal nasceu com o objetivo de reforçar o gás nesse tipo de personagem forte, que mescla a vida de mulheres com as corporações em que fazem parte. Sendo assim, Scandal é um prato cheio. Viciante e com casos interessantes, porém, desenvolvidos rapidamente.
Por um outro lado, temos o tema político que ronda, atualmente, a televisão. House of Cards renasceu aquele interesse perdido desde West Wing. Political Animals também. E em se tratando de política, esses dois últimos dão um banho em na série de Shonda Rhimes.
Com uma primeira temporada de apenas sete episódios, aconselho, sem receio, a dar uma chance. Mas sou sincero em afirmar que não fiquei tão empolgado para assistir o desfecho de algumas problemáticas levantadas no último episódio.
E fica um ponto a mais para o elenco. Kerry muito boa e a equipe dela é sensacional, tirando a Katie Lowes que não me desce de jeito nenhum.