Interestelar

por Luis Galvão

Épico, no melhor estilo Nolan, porém melancólico como nenhum outro filme que ele dirigiu, Interestelar segue sua jornada (excessivamente longa), não optando entre defender a ciência da gravidade e mecânica quântica ou os laços afetivos como forças desconhecidas. Traz, porém, um time de atores que se esforçam para passar toda a carga dramática que o roteiro transporta e sem dúvidas um ótimo trabalho de efeitos para retratar o universo desconhecido. No final, é como se Nolan quisesse fazer uma espécie de Prometheus (aventura em busca de respostas) somado à Gravidade (o espaço como cenário para autodescobertas), infelizmente não alcança nenhum dos dois, mas entrega, a final, um bom entretenimento pseudo-científico.