O Jogo da Imitação

por Luis Galvão

Ficando em um abismo entre desenvolver seus personagens secundários ou voltar-se para a vida do Turing, o filme acaba prejudica os coadjuvantes (inclusive a indicada Keira Knightley, que aqui só faz o contraponto com o personagem principal) e não desenvolvendo mais contexto aos fatos.

Se valendo de uma direção, roteiro e edição apenas correta, é fácil dizer que preencheu a vaga de filme britânico na cota de indicações, sem tirar o mérito de ser um bom filme.

Benedict Cumberbatch, que ainda está para viver algum personagem que mereça a vitória no Oscar, repete com entusiasmo seus melhores momentos: gênio, louco, introspectivo, com segredos e com a empatia e destreza nos relacionamentos semelhantes a uma porta.