Birdman

por Luis Galvão

A meta-história contada e encenada em Birdman é de um primor tão grande, que dificilmente encontra rival a altura na temporada.

Existem poucas cenas desnecessárias (por mim, a relação entre Norton e Emma poderia dar lugar a qualquer cena com Watts, que está melhor do que a atual queridinha de Hollywood).

Até as pequenas aparições de Amy Ryan são lindas e essenciais.

Muitos dizem que Riggan pode ser um Michael Keaton extrapolado, não acho. O ator encara um personagem dúbio e bem construído pelo roteiro de Alejandro González Iñárritu, que aqui dirige sua grande obra, com suas melhores características canalizadas (o surreal junto ao teatral), transformando o que seria uma intricada obra contada como um lindo plano-sequência, em uma incrível obra.