O Congresso Futurista

por Luis Galvão

Ari Folman, que tão bem já descreveu o real com seus filmes, se arrisca a pensar um futuro e acerta novamente. Dessa vez com a ajuda de Robin Wright (atriz de 2014, para mim), ele desenvolve histórias da consequência de uma fusão de empresa de entretenimento e indústria química de alucinógenos, tendo como guia a jornada de uma artista que vendeu sua imagem para ser manipulada como bem os estúdios quiserem. Isso resultou tanto em uma análise subjetiva sobre as necessidades da vida, quanto uma crítica à manipulação (ou seria venda) da nossa identidade para empresas. Tudo isso com um desenho que só Folman consegue traçar.