SINFONIA DA NECRÓPOLE

por Luis Galvão

Antes de iniciar o longa, uma dos atores do filmes explicou  que o filme era uma “homenagem aos filmes de ação dos anos 90, aos musicais da  Disney e à filmes brasileiros, como Os Trapalhões e Lua de Cristal”. Ainda não  encontrei definição melhor para enquadrar esse longa que se mostrar despretensioso  em sua narrativa e sua concepção, mas que diverte de uma maneira que há muito não me divertia no cinema. Um coveiro (Eduardo Gomes) que tem medo de mortos e um recadastramento de túmulos (chefiado por uma afinada Luciana Paes) são inicialmente a narrativa que entoa esse musical (sim, é um musical dos mais divertidos), com letras que me lembram o episódio de Scrubs, ou o clássico de Buffy Once More With Feeling, até momentos que entoaram com o episódio musical de Grey’s Anatomy. Enfim, um formato que, se você deixar seu lado menos existencialista e mais cinema como diversão, vai apreciar de forma satisfatória. Porém, se você quiser enxergar como uma critica à verticalização das cidades, também pode. (SINFONIA DA NECRÓPOLE, 2014, JULIANA ROJAS)