TRASH

por Luis Galvão

Daldry filma o Rio de Janeiro como Boyle filmou a Índia em seu Slumdog Millionaire que filmou como Meirelles filmou o Rio de Janeiro em seu Cidade de Deus. O real se perdeu nesse meio de transposições nas formas de capturar o Brasil. Trash peca mais em ter uma trama de ficção  tão inverossimil com o que estamos acostumados a ver e desenhar a corrupção brasileira de forma tão superficial que até mesmo o elenco (crianças, Wagner e Selton), que se esforça para tentar ter uma boa exposição internacional, se perde. Se o papel era divertir, não consegue. Se era mostrar uma realidade de terceiro mundo, também passa longe.