‘Somos contra o Oscar’ (ou ‘Como entender a timeline do twitter no dia 10 de Janeiro’)

por Luis Galvão

E por que não? Antes de pensar em xingar muito no twitter, pense. Com isso, certamente, fica claro que as escolhas ‘diferentes’ da Academia podem ser justificáveis de diversas maneiras (prazo curto de votação colocando filmes que estrearam no natal de cabeça para baixo, sistema online para senhores que estão na era do fax, campanhas agressivas que davam como certas escolhas óbvias, entre tantas). O fato é, se indicassem Bigelow e Affleck, estaríamos levantando a bandeira em prol do cinema independente, vívido e inovador. Como os alvos certos do bolão foram por água abaixo, ficamos perguntando se Argo realmente valeria à Ben uma indicação (o próprio The Town é superior). Vamos por onde as ondas nos levam e, assim como sempre, nos colocamos como barreiras para contradizê-las. Como filosofar não é o meu forte, deixo um apreço à Silver Linings Playbook, fazendo o que Uma Rua Chamada Pecado e Quem Tem Medo de Virgina Woolf fizeram anos passados. Filmes como esses são os novos clássicos? Tirem suas próprias conclusões e nos encontramos daqui a 30 anos para saber.