The Dark Knight Rises

por Luis Galvão

The Dark Knight Rises, por mais que seja um filme de correria, explosão e reviravoltas, é um filme de sutilezas. Nolan é um diretor que sabe jogar com as nuances típicas de um super herói, com os personagens que são transportados para realidade sem precisar utilizar máscara ou uniforme padronizado (vide a introdução de Robin durante todo o filme e a revelação apenas no final, brincadeira). A história em si continua linear com pitadas de revelações incompletas, mas que sempre se atentam para os segredos que seriam revelados no futuro. De todos, Michael Caine como Alfred, ao encerrar a primeira parte do filme com a maestria de um cavalheiro inglês, consegue expor Batman as maiores descrenças de sua vida da forma mais direta e pontual possível. Esse reflexo é sentido durante todo resto do longa. E, no final, a indagação é do próprio Alfred, que, em Florença, vê seu patrão e filho com Selina. Imaginação? Projeção de um desejo? Realidade confirmada? Para mim, a morte verdadeira do Batman.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge ****
Dir. Christopher Nolan