Meu primeiro Möeller/Botelho

por Luis Galvão

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Ontem assistir meu primeiro espetáculo da dupla responsável por renascer os musicais no Brasil de uma maneira singular. Moeller e Botelho quando adaptam, são condizentes, fiéis e verossímeis. Quando criam, são fenomenais. Meu grande sonho de vida aos dezessete anos era assistir ao espetáculo ‘7 – O Musical’ que, pelo pouco que pude ver por vídeos, musicas e textos na internet, era a coisa mais legal e fúnebre dos musicais. E que elenco!

Ontem, no entanto, foi a vez de ‘Beatles Num Céu De Diamantes’, como o próprio título explicita, é um espetáculo com músicas dos garotos de Liverpool.  O espetáculo é minimalista. Me lembrou um pouco uma estrutura de hippies cantando mash-up dos Beatles (e isso não é Hair, espetáculo em cartaz e que simplesmente está devastando as plateias também). São dez cantores e quase 50 músicas (fragmentos, na verdade), que juntas, contam diversas histórias, brigas e momentos da vida de vários personagens sem nomes, mas com características próprias.

Do elenco, gente como Mayra Bravo, Pedro Sol, Gottsha (que voz!) e Kakau Gomes, pessoas que já percorreram teatros internacionais e, com a explosão brasileira, pode retornar ao seu berço e encantar tupiniquins. Na estrada desde 2008, Beatles Num Céu de Diamantes, mesmo com cerca de quatro anos desde sua estreia, parece ter sido feito ontem, às pressas, mas com uma paixão gigantesca pela música. Isso, no final das contas, é o que importa para musicais.

Beatles Num Céu De Diamantes
Dir. Charles Möeller e Claudio Botelho.

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