Uma repaginada na Electra Heart

por Luis Galvão

Quando Marina and the Diamonds lançou ano passado o frenético The Family Jewels, não sabia que iria me hipnotizar tanto por sua voz. Ela me veio em uma época em que eu estava na onda britânica e me descontraía escutando Nash, Florence, Mika e Duffy. Marina, no entanto, seguia uma linha muito semelhante ao deboche da terra da rainha com um ritmo puramente americano. E então ela sumiu.

Passado um ano, ou mais talvez eu não lembre, ela surge loira, com um aspecto mais grunge lançando teases que não tinham o frescor do seu disco anterior. Me espantei de início e aguardei com poucas esperanças o novo lançamento. E como é bom ser surpreendido, não? Eu achando que ia perder uma voz para arranjos de computador misturados à guitarra, me vi completamente apaixonado por essa ‘nova’ Marina (que na verdade, é a mesma de sempre). Electra Heart não traz novidades absurdas, mas atualiza o ritmo e deixa todo o gingado e letras maliciosas mais presentes.

Escute Bubblegum Bitch, Primadonna e a versão acústica de Homewrecker e sintonize o resto do álbum no repeat. Você não jogará esse mastigado e fácil chiclete fora.

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