Paraísos Artificiais

por Luis Galvão

O cinema brasileiro em 2012 parece não ter medo de se aventurar pelas mais diversas cenas e movimentos cinematográficos. Paraísos Artificiais chega para comprovar, de uma vez, que é possível adaptar (ou transportar) para terras brasileiras, grandes dramas já retratados em filmes hollywoodianos. E fazer trabalhos tão envolventes e realísticos quanto.

Nos deparamos, dessa vez, com um filme no melhor estilo junkie que grandes diretores já se mostraram peritos nesse estilo de filmagem (Boyle, Darren ou Skjoldbjaerg). Marcos Prado entra nesse meio. Acompanhando três jovens (bem interpretados com destaque para Dill que se entrega totalmente) em raves – cenas em Recife são fantásticas de construção e beleza – e no encontro com as drogas e outros mecanismos ‘artificiais’ para alegrar os momentos de amizade.

Não se retendo ao tema, Prado ainda mostra o relacionamento com a família, o embate de gerações e, o mais legal, que tudo aquilo pode realmente acontecer em um simples piscar de olhos.

Paraísos Artificiais ****
Dir. Marcos Prado