A Guerra está Declarada

por Luis Galvão

Longe de ser um filme muito sentimental, A Guerra Está Declarada tem um péssimo título que deve ser justificável pelos nomes dos protagonistas (Romeu e Julieta), apenas isso. A história de um jovem casal que tem seu primeiro filho e sofre as aguras dos primeiros meses de choro toda hora, se deparam com a notícia de um tumor no menino. Daí para frente, o filme, que tinha um tom de comédia e uma interação bem legal entre o casal, passa a caminhar junto a luta dos pais para criar um filho com um tumor.

O que, teoricamente, é algo doloroso e vil de se assistir (e nunca deixará de ser), é tão bem utilizado pelo diretor que a tragédia é compreendida por todos que assistem. Vale uma lágrima aqui e outra ali, mas toda dinâmica do filme não nos move para um sentimentalismo exacerbado de convívio com a doença. Câmera digital na mão e um bom roteiro podem ser sinônimo de bom filme. E essa escolha inusitada foi a aposta da França no Oscar.

La Guerre est declarée ****
Dir.  Valerie Donzelli