Filha do Mal

por Luis Galvão

Porque ainda cremos em um gênero tão desbravado e utilizado para passar ‘uma ‘falsa realidade’ para um filme? Hitchcock nunca precisou defender que seus filmes utilizam o absurdo e mesmo assim deixam pessoas tensas. Bons diretores se utilizam (ou devem se utilizar) de um bom roteiro, uma boa filmagem e um elenco competente para fazer um filme. Não se apegar, apenas, a estilos de filmagem para tentar passar uma veracidade maior e, talvez assim, mais sustos.

Filha do Mal parece que vai tomar o lugar de A Hora de Escuridão do pódio de pior filme do ano. Não vou me deter em detratar o longa. Quem tem um mínimo de lembrança da enxurrada de filmes que estão sendo lançados com o formato ‘documentário’ e arrastando espectadores e lucro. E o lucro talvez seja o único impulsionador desse manifesto. Baixo custo de produção, roteiro desprezível, um elenco desconhecido (tem até brasileira se metendo em enrascadas como essas), história mais recontada do gênero. Ou seja, não agrega nada, absolutamente nada, para quem assiste, produz e dirige uma coisa dessas.

Bomba
Filha do Mal
Dir. William Brent Bell