Cavalo de Guerra

por Luis Galvão

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Longe de mim contestar o talento de Steven Spielberg, mas o fato é que o diretor alterna entre uma fase de mais aventura, uma mais épica e uma que não escolhe um lado para defender, ficando em um enorme limbo entre as lições de morais típicas para adultos e a simples diversão de filmar. Cavalo de Guerra é esse último e delicado caso.

Com uma história que une cavalos, guerra e lealdade (talvez um passo acima de uma amizade), Spielberg escalou bem um elenco para narrar uma história que, por si só, não teria força para atrair um público maior. No caso do teatro, um pouco diferente, o que atraia era a montagem e manipulação dos próprios animais, o que se tornou um atrativo. O que atrai, realmente, em Cavalo de Guerra é apenas o nome de peso do diretor, pois filmes de parecido teor narrativo, como o mediano Secretariat, passou despercebido por todos. Ambas histórias tem traços em comum. Indivíduo solitário até encontrar um animal. Uma relação de amizade criada em espécies diferentes. Momentos de introspecção. Momentos de separação.

Cavalo de Guerra, porém, também quer ser épico e ser uma aventura. Não sei se minha apatia por filmes com animais tenha gerado essa barreira entre o filme e o espectador (por mais que defendam que o filme não é sobre o animal, mas sobre coisas universais…). Uma trilha exagerada está alinhada a grandes cenários, boas cenas de batalhas (é Spielberg, afinal), mas senti um apelo maior, que pudesse tirar Cavalo de Guerra dos filmes medianos para se torna memorável, como muitos filmes do velho senhor hollywoodiano.

Cavalo de Guerra de Steven Spielberg **