A primeira temporada de Sherlock

por Luis Galvão

Você pensa que a montagem de Sherlock Holmes para o cinema na pele de Robert Downey Jr. é legal, diferente e inteligente? Esqueça. Não se compara à produção britânica encabeçada pelo gênio das séries Steven Moffat e atuada de forma excelente por Benedict Cumberbatch.

A primeira temporada tem apenas três episódios. O primeiro baseado no Estudo em Vermelho, em que conhecemos todos os personagens, desde Sherlock e Sr. Hudson, até seu irmão Mycroft. Além disso, temos o primeiro indício do ‘anti-herói’ Moriarty. Já n segundo episódio, tem o tão falado drama por trás da presilha da Imperatriz, com a trama dos bules de chá e, finalmente, no terceiro episódio, temos uma história que, sinceramente, ainda não li de Holmes, mas envolve algo visto em A Ponte de Thor a relação de Holmes e Watson sendo tradada como se fosse em Os Três Garridebs’ e e você der uma googada, vai saber que o episódio também tinha trechos de The Adventure of the Bruce-Partington Plans; A Scandal in Bohemia; The Adventure of the Naval Treaty e – um dos mais importantes contos – O Problema Final (o embate ‘final’ entre Holmes e Moriarty).

Só para vocês terem uma ideia, JJ Abrams chamou Benedict de gênio – para quem não sabe, Benedict participará de Star Trek 2 e The Hobbit – e Peter Jackson escalou Dr. Watson (ou Martin Freeman) para ser o novo Bilbo Bolseiro. Fora as participações especiais do elenco britânico de dar inveja à sagas de Harry Potter (Rupert Graves, Jonathan Aris, Una Stubbs e Andrew Scott). Ou seja, todo elenco de Sherlock simplesmente é sensacional e, no mínimo, já ganhou um Olivier.

Visitar, de fato, a 221B da Baker Street atual, é uma viagem que você não quer que acabe rápido. E nada melhor que britânicos para conhecer e adaptar tão bem as aventuras de Sherlock para os tempos atuais. Ainda bem que a segunda temporada acabou de estrear!