Imortais

por Luis Galvão

imortais 13out2011 02

Quem assistiu A Cela sabe que o indiano Tarsem Singh tem uma mão pesada na estética. Quando vi os anúncios de Imortais, esperava ver um trabalho semelhante à 300 (filme que tenho algum apreço), só com personagens muito mais místicos que o filme do Snyder. Infelizmente, nada do que eu esperava aconteceu.

Nem o filme tem uma estética tão boa quanto 300, nem o roteiro oferece subsídios para empolgar com a aventura de Teseu contra uns Deuses sentimentais e afetados. Nem ao menos uma linearidade históica é respeitada. Não precisa entender muito de mitologia grega para saber que ele fez um recorte de um punhado de boas histórias e colocou Teseu no centro de todas. E o que podeira ser bom, acaba ficando horrendo. Imortal, vez ou outra, parece ser um jogo de video game e juntando com a quantidade excessiva de slow-motion, o filme passa de forma mais lenta ainda.

Não se pode julgar, em filmes como esse, o nível de maturidade das atuações. Henry Cavill (o futuro Superman) e o resto dos atores – ainda temos um Mickey Rourke, Kellan Lutz e até mesmo uma ponta de John Hurt – aparecem com tantos adornos na cabeça e figurinos exagerados, que não se pode levar muito em consideração como eles se saem com o péssimo roteiro que lhes foi dado. Poderia, assim, chamar Imortais do primeiro filme bollywoodiano épico produzido por americanos e dirigido por um indiano.

Imortais de Tarsem Singh

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