The Help

por Luis Galvão

Filmes com temáticas racistas existem aos bocados. Qual a diferença de filmes como A Cor Púrpura ou The Help fazerem tanto sucesso? Primeiro, o apelo à mudança. Em segundo, o roteiro cheio de metáforas atuais. E terceiro, um elenco fabuloso. Talvez por isso o filme de Tate Taylor e Steven Spilberg se aproximem tanto do sucesso de crítica e público.

Em Histórias Cruzadas, estamos nos Estados Unidos na época do racismo em cada palavra solta pelas donas de casa (aqui exemplificada pela personagem Bryce Dallas Howard – estupenda interpretação!) ressoam como tiros nas empregadas domésticas negras (Viola Davis e Octavia Spencer como as principais). Bem que chega Emma Stone – a típica personagem que volta depois de muito tempo com ideias vanguardistas – querendo escrever sobre a vida dessas domésticas. Muitos problemas, ameaças e situações engraçadas (principalmente por parte das donas de casas no melhor estilo anos dourados).

Com um roteiro fácil de digerir e personagens empáticos (o que dizer de Jéssica Chastain em mais uma ótima atuação no ano?) e tudo aquilo que o público quer ver, The Help é um filme correto que segue em linhas tranquilas para não arriscar cair no piegas. Tem uma direção de arte bem estruturada e um ar de filme didático que incomoda um pouco. No final das contas, acaba não desenvolvendo alguns dos vários personagens e termina como um típico filme americano de Natal, uma jornada, um desafio e uma lição. Se não fosse pelo elenco, nao sei o que seria.

Histórias Cruzadas de Tate Taylor