The Ides of March

por Luis Galvão

Clonney é um rapaz interessante. É o típico galanteador, que com a experiência que tem (tanto dentro quanto fora das telas), sabe jogar a seu favor, colocar as cartas certas na mesa e criticar a sociedade enquanto dar tapas nas costas sorrindo. E, só por isso, ele já é um astro.

The Ides of March é adaptação ao cinema de uma peça de teatro, e essa primeira característica pesa um pouco nas mãos de Clonney. O filme fala sobre escândalos e peripécias dos bastidores da política, e mais uma vez, o trabalho cuidadoso do diretor para lidar com esses aspectos polêmicos. E, finalmente, The Ides of March é um filme simples, sem floreios ou reviravoltas inexperadas. É um filmes correto.

Se tratando de Clonney, isso também já era esperado. Só que ele contou com um excelente elenco (Seymour Hoffman, Giamatti, Rachel Wood e Gosling – indicado ao Globo de Ouro), um roteiro bem construído (lembrando alguns filmes com abordagem política) e o carisma de todo público (seja com a figura de Clooney, seja com a linha que ele segue). Ele acertou da forma mais fácil que ele podia acertar.

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