Super 8

por Luis Galvão

Super 8 desbancou todos os filmes de heróis do ano, todos os filmes de monstros, zumbis ou guerras. Desbancou até mesmo os filmes de alienígenas que foram lançados. Super 8 é, simplesmente, o melhor filme de aventura do ano. Nele percebemos claramente todos os bons aspectos que qualquer filme que tente mostrar uma ‘realidade-absurda’ exige.

O foco nos personagens em detrimento do próprio causador dos problemas, as relações existentes entre humanos que ressoam metaforicamente nos ‘monstros do espaço’, a conversa franca e clara entre diretor e espectador. Sem rodeios, sem arranjos, sem medo do simples.

J.J. Abrams refinou todo seu trabalho em cima de toda sua filmografia. Soube como ninguém filmar um mostro sem mostrar todas suas partes e aguçando o instinto em Clovefield, narrou aventuras com vários personagens e várias características diferentes em Star Trek e misturou toda aventura que o fez famoso nas televisões para um único filme que, pasmem, se utiliza de todos os artifícios necessários para entreter jovens e adultos.

Super 8 faz lembrar do bom e velho tempo em que nada mais importava senão a aventura por si só. O casal romântico está lá, o herói épico agora encarnado por um valente adolescente, os ‘parceiros’ (o gordinho diretor, o que explode tudo, o mais velho e também mais babaca, o típico medroso e uma menina madura fechando o ciclo). Tudo está em seu devido lugar.

Os detalhes cenográficos, os atores (um show a parte todos eles!), o roteiro – com as falhas típicas, mas que no final das contas não impactam tanto na história absurda –, as milhares de gags cenográficas remetendo ao bom e velho filme de aventura. Parece que tudo encontrou no lugar certo, na hora certa e no diretor certo, sua verdadeira qualidade. Ser uma excepcional aventura sem barreiras.

Super 8 de J.J. Abrams