Melhores Discos de 2011

por Luis Galvão

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Iniciando aquela época que listas chovem, a primeira delas é a que menos comento por aqui no Galvanismo, mas que acompanho frequentemente em outros blogs e sites que respeito. O ano de 2011 teve um grande nome que simplesmente caiu nas graças do público e tornaram (depois das Spice Girls) o artista britânico de maior sucesso em terras brasileiras (tá, tirando Amy Winehouse). Adele é seu nome e seu épico 21 estará logo mais, junto de outros tantos nomes que admirei esse bom ano de volta à boas origens, incluindo discos brazucas ótimos, rock do bom e um punhado de outras coisas que surgiram que são divertidas.

10. Metronomy, The English Riviera

Para escutar desse disco: Everything Goes My Way; The Bay e Corinne

09. The Kills, Blood Pressures

Para escutar desse disco: Future Starts Slow, Wild Charms e You Don’t Own The Road

08. Jay-Z & Kanye West, Watch the Throne

Para escutar desse disco: Otis e Gotta Have It

07. The Vaccines, What Did You Expect From The Vaccines?

Para escutar desse disco: If You Wanna, All in White e A Lack Of Understanding

06. Mallu Magalhães, Pitanga

Para escutar desse disco: Velha e Louca, Sambinha Bom e Highly Sensitive

05. Bon Iver, Bon Iver

Para escutar desse disco: Calgary, Holocene e Wash

04. Criolo, Nó Na Orelha

Para escutar desse disco: Lion Man, Não Existe Amo em SP e Subirusdoistiozin

03. The Strokes, Angles

The Stokes pode ser considerada uma das cinco grandes bandas de rock atuais, e Angels pode ser o reflexo que um trabalho consivo como sempre e com ótimas transições entre as músicas. Desde Machu Pichu à Life Is Simple In The Moonlight, todas as músicas estão ali por motivos específicos. Minha preferida que já foi toque do meu celular por dois meses? Call Me Back.

02. Adele, 21

O disco que ‘embalou s corações aflitos e solitários’? Muito mais que isso. 21 é a essência pura de uma ‘garota’ de 21 anos que já se decepcionou com todos os homens de sua vida. E Adele não poderia ser uma figura mais cativante para que possamos compartilhar toda essa solidão. As músicas são viciantes e até mesmo a mais tocada nas rádios, boates e youtube, Rolling in the Deep, não perde toda sua força com o tempo. Rumours as it, One and Only e Set Fire in the Rain também agitam. Fora I’ll be Waiting e Don’t you Remember que são verdadeiros hinos da força feminina. Someone Like You é a dor de cotovelo em um frasco de Channel Nº5.

02. Foo Fighters, Wasting Light

Assim como The Strokes, Foo Fighter se inclui naquelas cinco grandes bandas de rock atuais. Wasting Light – diferente de Angels – não é uma reivenção, é uma continuidade. Dear Rosemary apresentada ao vivo no 606 é um show e a tão tocada e premiada Walk também é um show à parte, por mais que eu ainda prefira a épica Back and Fourth.

01. Florence + The Machine, Ceremonials

Entre todos os discos citados acima, uma coisa que faltou na maioria foi correr um pouco risco. E Florence já tinha provado que não tem nem um pouco de medo de correr qualquer risco que seja proposto. Ceremonials, só para constar, tem três músicas viciantes (What the Water Gave Me, Heartlines e Spectrum), o difícil em um disco como esse é sua popularidade. Diferente da conterrânea Adele, a música de Florence parece não estão pronta para tocar nas rádios, é como uma grande pedra preciosa não lapidada, difícil de digerir, mas que simplesmente hipnotiza ao primeiro acorde.