Jardim das Folhas Sagradas

por Luis Galvão

Contar a história de uma cultura pouco explorada no cinema nacional é difícil. Algo semelhante aconteceu com Nosso Lar, que movimentou multidões à entrar um pouco na questão espírita. No caso de Jardim das Folhas Sagradas, nos deparamos com o candomblé como plano de fundo de uma história sobre o destino de um bancário que tem a incumbência de ‘gerir’ um terreiro para a comunidade de Salvador.

A diretora encaixa essa incumbência em um plano ainda maior sobre o crescimento populacional e a dificuldade de encontrar lugares disponíveis para a criação do tal terreiro. Ela ainda escolhe mostrar um pouco dessa cultura, dos costumes, das crenças dessa religião. Por parte do cinema, porém, o filme não é feito para o público em geral (assim como Nosso Lar foi). Jardim das Folhas Sagradas parece ser feito para um público específico, que se interessa mais por outros aspectos e não pela própria arte.

Jardim das Folha Sagradas de Paola Ribeiro