Gigantes de Aço

por Luis Galvão

Para um filme agradar você, seu pai e sua irmã de dezessete anos tem que ser no mínimo interessante. Os clichês de Gigantes de Aço é mais ou menos assim, faz isso de forma digerível, porém extremamente oitentista. Um daddy issue de plano de fundo (o mais tocante, talvez) e um roteiro que abraça todas as armadilhas de superação – nesse caso com robôs. Cenas de treinamentos, lutas épicas e vilões unidimenssionais nos remetem aos clássicos, mas não arrancam a emoção necessária para prender a atenção. O que surpreende é o desenvolvimento da relação pai/filho/robô que não era esperado de filmes como esses. Chamá-lo de simples entretenimento é não dar o devido valor à obra.

Gigantes de Aço de Shawn Levy