duplo galvanismo

por Luis Galvão

Não é fácil estabelecer um marco na vida de um cinéfilo. Tem aquele filme que despertou, aquela conversa em que foi discutida, aquele texto que foi lido. Comigo não foi igual. Primeiro, a própria aceitação.

cinéfilo
(cine- + -filo)
adj. s. m.
1. Que ou quem tem forte interesse ou entusiasmo pelo cinema.
2. Que ou aquele que tem fisionomia ou aspecto agradável

Talvez entusiasmo seja a palavra mais adequada para descrever a sensação de se assistir um bom filme ou ler uma boa resenha. E talvez seja esse entusiasmo que nos move em direção a procurar mais e mais qualquer película que nos desperte o interesse, nem que seja para falar mal depois.

Mas quando se diz cinéfilo, a pessoa fica mais seletiva, crítica, até, quem sabe, arrogante um pouco. E isso nunca foi um incômodo para quem segue. É mais uma questão de afinidade mesmo. E essa afinidade é que foi a faísca para o nascimento do Galvanismo & Arte Fluida há dois anos e dez dias. A sede de participar de uma rede amiga o suficiente para te apoiar e para discutir ou apenas não concordar com sua opinião. E isso é o que nos move. O debate. A história pessoal. O desabafo.

Já se foram dois corridos anos. Vocês me observaram nos textos desde a época de cursinho até minha primeira formação (final do ano me formo em Segurança do Trabalho, pessoal!). Vocês me acompanharam. E muito. Seria injusto falar sobre os diversos blogueiros que já deixaram um rastro por aqui. Kamila, Alexsandro, Reinaldo, Robson, Vinícius, Gustavo, Matheus, Wally, Mayara, João, Alex, Leandro, Breno, Otávio, Weiner, Jeff, Cristiano, Elton, Fernando, Nathalia, Yuri (e eu desenterrando o povo). Enfim, muitas e muitas pessoas que foram desaparecendo ou simplesmente se manifestando menos – até eu.

Agora o que resta fazer? Comemorar o tempo que passamos juntos e manter a esperança segura que muitos e muitos post, discussões e troca de farpas ainda ocorrerão. Afinal, tudo passa tão rápido.

Valeu, galera!