gainsbourg – o homem que amava as mulheres

por Luis Galvão

Até então, não conhecia Serge Gainsbourg. Seu sobrenome (claro), nos remete a uma das musas de Lars, mas nunca soube que ela seria o prodígio de um cantor/compositor francês de enorme e abalado sucesso na década de 60, com um estilo rebelde e cheio de energia que impulsionavam relacionamentos, traumas e momentos interessantes na vida de qualquer artista.

No longa do desenhista Sfar, muitos desses momentos são um mosaico de vida, com flashes rápidos e outros monotonos sobre muita de suas aventuras. Entre as decobertas de ‘Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres’, está um passado em que ser judeu ‘pesava’, uns casos amorosos com grandes nomes da indústria (Bardot, Birkin e outras) e uma paixão que mostrava o talento visionário do artista.

Por me revelar um grande artista, o filme cumpre seu papel. Tem aspectos técnicos bem detalhados, atores (Eric Elmosnimo, principalmente) que encarnam o papel com entusiasmo e veracidade e momentos artísticos interessantes (principalmente com o uso das animações). Serge, porém, parece um grande personagem na tela, o que acaba dificultando a sinergia entre o telespectador e sua história. Parece, afinal, menos uma biografia e mais uma crônica.

Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres de Joann Sfar