ricky

por Luis Galvão

Sem pensar muito, esse é o primeiro filme do Ozon que realmente me intriga de uma forma que ainda não sei se gostei muito ou simplesmente não entendi. São muitos pontos que me levaram a essa conclusão. O filme por si só, em narrativa linear, apresenta um casal comum, corriqueiro, sem exageros e bem sem sal. Mas por algum motivo, ainda na primeira parte do longa, o filme exala um suspense tímido, como se estivesse pronto para eclodir mas que não seria suportado pelos dois protagonistas.

Nasce, então, o filho desse casal. É como se tudo fizesse um pouco mais de sentido, mas mesmo assim não esteja cem por cento completo. O bebê é diferente, só digo isso para não estragar a surpresa, mas saiba que é algo que levei mais para o subjetivo que para o realismo que o diretor propôs logo no início do longa. Esse misto é filmado de forma limpa, sem rodeios por mais que apresente uma trama tão misteriosa. No geral, é bom saber que o espírito de Ozon de mudança e renovação nunca muda.

Ricky de François Ozon