tony awards

por Luis Galvão

O Tony Awards é um daqueles prêmios que espero o ano inteiro para assistir a cerimônia e que sempre me surpreendo pela qualidade da maioria de suas produções. É bem verdade que os últimos anos estão sendo menos memoráveis (o último grande musical que venceu, para mim, foi o pontual Billy Elliot no mesmo ano em que premiaram também a peça que vai virar o filme mais esperado desse ano, God Of Carnage), mas pelo menos as cerimônias estão tão explosivas e contagiantes como sempre foram.

Esse ano volta o Neil como host e brincando (e brigando) com Hugh em uma cena hilária e com uma pontinha de verdade que nos faz morrer de rir. Acho o Neil bastante completo e essencial para uma premiação como essa, cheia de números e homenagens. O próprio host também se apresentou com seu memorável cast de uma produção para televisão do musical Company (e um elenco não menos que espetacular que inclui até Christina Hendricks) e que está sendo gravada.

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Sobre os vencedores, o musical que brinca com a religião The Book of Mormon levou nove. Tendo por trás nomes que ajudaram a montar a linha do humor negro na Broadway – e o memorável Avenue Q – o musical versa sobre dois mormos que vão para Uganda em missão. Parece agradar o grande público pelo humor e a crítica pela ousadia, mas está valendo. Um pouco aqui para você vê. A play consagrada foi War Horse (que está sendo adaptada para os cinemas também e vem forte no Oscar 2012), mas apenas para direção, já que as atuações foram divididas entre todos os outros concorrentes.

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Em atuações, foram uma festa de surpresas boas. Nikki James ganhou coadjuvante por The Book of Mormon; Norbert Leo Butz, de Catch Me If You Can (sim outra adaptação dos cinemas) ganhou Melhor Ator. John Larroquette (que lembrou quando ganhou seu prêmio do parceiro de palco Daniel Radcliffe, esquecido de ser ao menos indicado) levou ator coadjuvante pelo revival de sucesso How to Succeed in Business Without Really Trying. E, para minha total alegria, Sutton Foster ganhou seu segundo Tony pelo revival Anything Goes no qual dançar sapateado enquanto canta e interpreta  ao lado de Joel Grey. O discurso mais emocionado da noite, também.

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Para o elenco em peças, deu Frances McDormand por Good People, Mark Rylance (desbancando Al Pacino!) por Jerusalem e a dupla do aparentemente sensacional The Normal Heart, Ellen Barkin e John Benjamin Hickey, ganhando como coadjuvantes. Ou seja, devidas meções a cada produção agraciada.

Todos os vencedores aqui.