um novo despertar

por Luis Galvão

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The Beaver, drama estranho dirigido por Jodie Foster, explora bem uma ‘doença contemporânea’: a depressão.  Na pele de um homem que beira a loucura e vê no suicídio a única saída para sua dor, Mel Gibson no momento chave da primeira parte, escuta aquela voz. Uma voz vinda de sua mão esquerda na forma de um castor de pelúcia.

Aqui, o ator que tinha entrado em um novo segmento de atuação (ano passado em um bom filme de ação), volta as raízes filosóficas de seus personagens e mostra que ainda está no pique para entregar minunciosas provas de atuação. Walter Black pode ser o alter-ego da fase estranha que o ator passa, mas mostra que não adianta reviravoltas em livros de ajuda, terapia ou seitas religiosas. A força para mudança parte de si mesmo.

Jodie como diretora é bem óbvia. Repete bastante suas convicções e explora recursos didáticos demais. Tira o máximo de Gibson, é verdade, mas deixa de lado todo o pequeno elenco (o máximo que se pode tirar é um filho adolescente querendo mudar). Assim, chega com boas intenções, mas não as cumpre.

Um Novo Despertar de Jodie Foster