thor

por Luis Galvão

O estúdio da Marvel possivelmente sofreu nas mãos de Branagh e vice-versa. Isso é notável desde o primeiro minuto do filme que apresenta uma quebra na tendência ‘realista’ que invadiu os filmes de super-heróis (afinal, estamos vivendo na era nolianna). Aqui, não tem ciência nem tecnologia avançada de Homem de Ferro. São Deuses, Asgard e o fantasioso prevalecendo sobre a aventura construída.

Além de encher os olhos por sua estética, Thor ainda apresenta um roteiro que caminha por longos mergulhos na odisséia nórdica. Um passo arriscado, mas extremamente feliz, para um sequência de filmes que prezam pelo fácil e lógico.

Com um elenco interpretando quase que caricaturalmente seus personagens, destaca-se um Hopkins acomodado em seu trono (digno de um Deus) e acompanhado por Tom Hiddleston – a escolha mais adequada de todo o filme e que felizmente vai voltar para Os Vingadores. Ainda que prove talento para questões lúdicas, Branagh não se esquece de criar guerras e lutas entre os verdadeiros super-heróis no plano da imaginação.

O principal problema de Thor é a verdadeira essência da Marvel, trazer todo aquele universo para a realidade, colocar um caso amoroso que o convence rapidamente a prestar serviços ininterruptos para o planeta e lutar contra humanos inteligentes e com tecnologia. O que já era esperado desde o início.

As diversas gags e o pós-crédito criaram um cliffhanger empolgante e que ratifica mais que de uma vez por todas que o Universo Marvel, por maior que seja, não é grande o suficiente para não poder entrar pelas portas da Sétima Arte.

Thor de Kenneth Branagh