reencontrando a felicidade

por Luis Galvão

Rabbit Hole é drama do começo ao fim. E um drama mediano, que não precisa de uma trilha sonora melancólica para lembrarmos disso. O olhar vazio de Kidman, as brigas de casal, as figuras pelo meio da casa, tudo que acontece após oito meses da morte de um filho já são trágicos o suficiente para emocionar.

Temos uma Nicole como Becca, que se entrega a percorrer os estágios da aceitação, além de desenvolver um relacionamento complexo com sua mãe (Wiest fenomenal), sua irmã (Tammy  Blanchard) e o culpado pela morte do seu filho (o jovem Miles Teller). Aaron Eckhart se comporta bem como marido, mas não consegue brilhar tanto com a Kidman do lado.

Becca, que parece aceitar a dificuldade com coragem, desaba em certos momentos, mas se põe de pé novamente para enfrentar a vida. Sendo assim, Rabbit Hole abusa em tocar numa ferida que dói a todos, mas que precisa ser encarada de frente para não acabar com a vida das pessoas envolvidas. Um arranjo bem feito de situações em que os diálogos são difícies de começar e de terminarem bem. E que a melhor forma de encarar isso, é com alguém do seu lado, nem que seja um ombro inesperado.

Reencontrando a Felicidade de John Cameron Mitchell

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