cine pe – 4

por Luis Galvão

image

Um curta mudo centrado em aspectos rurais e uma velha senhora. Closes nas chuvas e no rosto já enrrugado da idosa viraram um quadro com uma bela fotografia (a melhor do festival até agora). No final surpreende ao colocá-la em um cenário muito maior e que não imaginávamos uma casa tão simples encrustada entre edifícios gigantes.

O Som do Tempo de Petrus Cariry

image

Com uma produção da O2 – sinônimo de um ótimo material – teve ajuda em vários recursos (atuação, fotografia, trilha são de primeira qualidade). O roteiro é bem subjetivo sobre uma mulher que aos poucos vai perdendo a memória. No final, bem clichê, termina com um saldo positivo por causa de todos os recursos que a produção disponibilizou.

Flash de Alison Zago

image

Stop-motion de um marinheiro solitário em meio a tempestade. Não é uma animação muito criativa (em aspectos de roteiro é bem previsível) e pode ser considerado uma ótima obra melancólica e da falta de esperança no final de tudo. Triste, para dizer a verdade.

Tempestade de César Cabral

image

Outro curta com uma produção bem mais caprichada que mostra o presente e o passado de um senhor com problemas respiratórios. No passado estava envolvido com torturas e outras tenebrosidades questionáveis. Tem uma pequena surpresa ao final, mas – assim como Flash – recebeu incentivos bastante para ser produzido e, por isso mesmo, é muito bem acabado.

Falta de Ar de Ércio Monnerat

image

Curta do Pará que traz Dira Paes como um Walquíria. É interessante, como a própria atriz disse antes da exibição, que as lendas regionais não morram na oralidade dos costumes e o principal motivo do curta é exatamente este, tentar preservar o folclore nacional. Se sai muito bem.

Matinta de Fernando Segtowick

image

O tão esperado curta pernambucano (que levantou a platéia do CinePe como nenhum outro filme), supera as expectativas ao narrar uma história com ares noir – um caso policial em busca da assassina Monga – e juntar com uma comédia bem escrachada com direito a participações mais que especiais de grandes nomes recifenses. Foi um curta realizado para o Recife (ênfase nas locações bemm conhecidas do povo) e com uma trama bem original – e um tanto quanto lúdica. Pode não ter sido o que tinha mais recursos para utilizar, mas sem dúvidas foi o que mais cativou os espectadores.

Calma Monga, Calma de Petrônio de Lorena