casa 9

por Luis Galvão

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Casa 9 foi realizado par ser um acervo de memórias. O próprio Lacerda diz que filmou histórias para que elas não ficassem apenas no consciente dos que participaram, mas para ‘democratizar’ tais experiências. Isso torna o documentário extremamente subjetivo e pessoal. Até demais.

Ditadura militar, artistas exilados ou mortos e um refúgio no bairro do Botafogo, exatamente na tal casa número nove de uma vila. Lá passaram de Sônia Braga a Jards Macalé (para citar os mais ‘famosos’), porém um inúmero de outros grandes pensadores da época passou por lá, muitos desconhecidos do grande público, muitos escondidos atrás de partituras musicais, peças e textos que nunca foram ao domínimo público.

Lacerda se foca exatamente nesses ‘desconhecidos artistas’ e como ele influenciavam e acabavam se influenciando de Gal, Gil ou Caetano. A Casa 9 é aquela residência típica de amigos que se reúnem para debater ou apenas trocar histórias.

O diretor opta por lotar o filme de referências que muitas vezes não são compreendidas pelo público geral, pessoas das quais nunca se ouviu falar, verdadeiros anônimos da cultura. Tem um lado positivo de conhecimento sobre novos, mas também causa certo desconforto. Ou seja, para entender realmente o documentário, é necessário uma bagagem prévia. Além de se esticar até demais de tomadas, se você for como eu, ficará perdido até o momento que Lula Queiroga e Lenine aparecerem.

Casa 9 de Luiz Carlos Lacerda