não me abandone jamais

por Luis Galvão

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Com um título desses e já anunciando um trio amoroso entre Mulligan, Garfield e Knightley (três grandes nomes atuais do cinema em boas interpretações), não se pode esperar outra coisa. Romance, açúcar e uma trama entrelaçada. Esqueça. É um filme sobre o ser humano, a solidão, escolhas. Mesmo assim isso é bem brega e clichê? Pois que surge um toque de ficção científica e uma questão muito maior que a história dos três amigos.

Todas essas surpresas ficaram a cargo da adaptação de um ‘romance’ japonês e dirigido por Romanek que soube utilizar certos ângulos de personalidade dos personagens e nuances pouco provável. Talvez ele não tenha conseguido o êxito total da análise (que provou ter em Retratos de uma Obsessão) mas mesmo assim realizou uma obra que, de uma forma ou outra, surpreende. E exatamente por causa disso, perde, no fim das contas, o foco. Que se alterna entre análises humanas, solidão ou as próprias escolhas.

Não Me Abandone Jamais de Mark Romanek