volver

por Luis Galvão

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A jornada Almodovariana continua e não tem como apreciar a obra mais redonda do diretor. Volver é um filme com uma única musa (Penélope Cruz na melhor performance de sua vida), uma história mista (de comédia nonsense a tragédia incestuosa) e uma agilidade sem igual. Não perde o ritmo e sempre introduz novos elementos (o bar, a morte, o refrigerador, a mãe, a vizinha) e exatamente por isso se torna como os ventos da Vila, ao mesmo tempo devastador e simbólico.

Além de nos deliciar com a cantoria de Cruz e uma exótica relação entre quatro mulheres de uma mesma família. Podemos perceber os gradativos cortes que Almodovar realizou em sua obra, aparando as arestas e chegando a mais um roteiro eficáz e surpreendente em todos os momentos.

E mesmo que tenha se centrado especialmente em uma figura única (Raimunda é um marco), não perde a oprtunidade de discutir outros temas muito mais sérios e apresentar mais uma série de personagens intrigantes e que estão, de certa forma, incompletos com suas vidas.

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