jogo de poder

por Luis Galvão

imageNão se sabe bem o que esperar de um filme como Fair Game, do sempre eletrizante Doug Liman. Pode ser encarado tanto como um longa conspiratório quanto como uma metonímia política, cujo foco é o relacionamento de duas pessoas. A câmera nas mãos do Doug explode rápidas ligações e pensamentos ao mesmo tempo em que as atuações de Penn e Watts nos dão um exemplo que filme de ‘ação’ não precisa ser um vazio aglomerado de fugas.

De um lado a verdade sobre as armas nucleares no Iraque, do outro uma ex-espiã da CIA junto ao seu marido diplomata que, após escrever um artigo expositor no The New York Times, vivem um embate entre o que é real e o que é mostrado ao mundo. Inteligente e ágil, Fair Game não fica em cima do muro e defende com unhas e dentes o seu lado da história. [4/5]