127 horas

por Luis Galvão

image Fácil é identificar um longa do Boyle. Difícil é saber quando ele se torna mais que o filme. Utilizando de todos os ângulos possíveis para retratar James Franco preso ao um meteorito em uma fenda terrestre, o diretor arranca cada gota de suor e cada mililitro de urina e sangue do talentoso ator para sua osmose criativa. Daí surge um grande embate. Se na frente da câmera o que merece atenção é a atuação feroz de Franco; Boyle, por trás, faz um recorte excessivo de algumas cenas e acaba mascarando aspectos importantes da análise do personagem. Nos últimos minutos, porém, quando a câmera para um pouco e James se encaminha para o seu ato final, o longa se torna agonizante, nojento e ainda mais real. [3/5] MUBI