a morte e a vida de charlie

por Luis Galvão

image[luis galvão] E aí, o filme foi bom?
[bia rocha] É. Bem triste, na verdade, mas é bom. E o Zac Efron está massa.
[lg] Massa?
[br] É. Assim, quando tu assiste A Última Música e vê Cyrus, você lembra rapidamente de Hanna, assim acontece com Pattinson e Taylor. Mas com o Zac não. No filme, pouco lembramos do Troy Bolton.
[lg] E isso é bom, né?
[br] É.
[lg] E a direção? Você conhece o diretor?
[br] Nunca ouvi falar.
[lg] O filme fala de coisas meio ‘espirituais’, né? Como isso é tratado.
[br] Na verdade, é meio confuso. Porém o roteiro faz uma boa modelagem que consegue esconder um pouco esse clima ‘sombrio’ que o filme poderia ter e fica com cara de drama adolescente mesmo, mas com algo meio sobrenatural.
[lg] Vale a pena, afinal?
[br] As fãs do Zac vão ficar com cara de ‘hã’?’. Porque não é um filme, por assim dizer, fácil. Mas no geral, me surpreendeu.

Se fosse qualquer outro ator no papel, esse filme passaria desapercebido pelos cinemas e acabaria indo direto para estante de locadoras como um exemplar regular de um drama juvenil psicológico. Mas Zac Effron conseguiu (como um bom desempenho, diga-se de passagem), fazer desse longa um bom sucesso de público. O que suas fãs não esperavam, porém, era um filme relativamente maduro, com um roteiro engenhoso em alguns aspectos e que nunca chega a realmente surpreender, mas levanta questões ‘espirituais’ interessantes e até mesmo confusas. Vai ser esquecido do mesmo jeito no final das contas, contudo não deixa de ser um bom exercício para carreira do ator. [3/5] MUBI