enterrado vivo | 2010

por Luis Galvão

imageRealizar filmes claustrofóbicos não é fácil. Primeiro é preciso um roteiro que sustente a tensão em todos os momentos, se não, a monotonia do espaço limitado faz adormecer o espectador. Em segundo plano precisa de um protagonista que não enjoe fácil, que possa render e saber distribuir a tensão por todo o longa e não apenas em um clímax específico. Enterrado Vivo é agraciado com esses dois aspectos com excelência. Ryan Reynolds é um ator em ascensão que consegue dosar bem o excesso de suspiros, gritos e suor. O roteiro de Chris Sparling é feliz no equilíbrio do desespero e da esperança. E a resolução final é bem montada, fora que o contexto em que se passa o filme é bastante metafórico.

Cuidado, porém, se você tem alguma tendência claustrofóbica, porque o filme consegue lhe puxar para dentro do caixote e suar tanto quanto o protagonista. É tenso, é agoniante e é corajoso, ainda mais para ser a estréia da direção de Rodrigo Cortés. [4/5] IMDB