Tron – O Legado | 2010

por Luis Galvão

imageNão é difícil imaginar que há vinte e oito anos a Disney já lançava tendências tecnológicas com Tron – Uma Odisséia Eletrônica e introduzia um filme quase totalmente realizado com computação gráfica (mesmo que hoje pareça simplista). Uma continuação tanto tempo depois tem algumas vantagens que foram bem utilizadas, mas apresenta as mesmas barreiras que fizeram o filme original não passar do status de ‘cult para nerd de jogos’. Aqui temos um Jeff Bridges rejuvenescido digitalmente, muita adrenalina regada por um neon incômodo e um roteiro confuso. É fato que a escolha de um diretor sem experiência como Kosinski pode ter contribuído para essa confusão de personagens e tramas que se adéquam  a  maneira mais fácil de ser trabalhada, mas a continuação sofre também com um protagonista fraco e um apelo extremamente comercial que prejudica o resultado final. Podemos levar desse reboot a trilha explosiva de Daft Punk e as curvas de Olivia Wilde em um collant, não muito mais que isso, já que a produtora arrecadou em apenas um final de semana de estréia US$ 43,6 milhões. (TRON LEGACY, de Joseph Kosinski/ EUA, 2010, 125’) | |

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