Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

por Luis Galvão

imageDavid Yates conseguiu transformar Harry Potter em um longa belo e angustiante em igual medida. E foi construindo isso por camadas. Esse filme, por si só, pode não ser bem visto àqueles que não compreendem bem toda a saga do bruxo. Ou seja, isoladamente, Harry Potter e as Relíquias da Morte não vai funcionar. Porém, para aqueles que já estão de certa forma entrosados com a jornada, vai ter a sua frente um desfrute de mais de duas horas em tela, porque, além de tudo, esse início da última batalha foi dedicado aos fãs. Personagens multiplicam-se em tela, paisagens saltam aos olhos (o possível uso do CGI é imperceptível) e aos três atores que carregam o filme (e que melhoram com o tempo) dão um exemplo de como se comportar diante de uma câmera.

Com aspecto técnico imprescindível que inclui trilha de Desplat e fotografia deslumbrante de Serra, o sétimo filme de Harry Potter, mesmo que tenha o roteiro cheio de pontas soltas (que estão próximas de serem amarradas com a chegada em Julho do último capítulo), consegue criar novos laços de amizade que – de uma vez por todas – se tornou impossível de romper. Harry, Ron e Hermione vão passar por muitas outras dificuldades, mas uma coisa é certa: depois desse filme, nada será igual. Hogwarts é passado, Quadribol, aulas de bruxaria, vassouras e fuga de vigilantes parecem ter ficado em um momento completamente diferente da vida dos três. De agora em diante, são mortes, feitiços estuporantes e batalhas alucinadas em busca do equilíbrio final. E se tem uma coisa que se pode levar desse filme, é que ambos os lados estão completamente armados e prontos. (HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS – PART 1 de David Yates/ UK, 2010, 146’) | | | |