Toy Story 3 | 2010

por Luis Galvão

image Qual a fórmula mágica para uma ótima trilogia? Seja O Poderoso Chefão, Senhor dos Anéis ou Back To The Future, e agora Toy Story, todos conseguiram fazer filmes que funcionam como um grande épico juntos, mas que cada parte tem sua indivualidade necessária. A animação da Pixar conseguiu não apenas esse feito, como realizou um ciclo perfeito do início ao fim.

Se no primeiro somos apresentados a Woody, aos bonecos do Andy e a chegada triunfal de Buzz, no segundo vemos um pouco da união dos bonecos em um único prol e ainda nos deliciamos com a chegada de novos parceiros. No terceiro, e último, a tão esperada hora da despedida fica evidente desde os primeiros minutos (que faz uma viagem histórica a primeira cena do primeiro filme). O clima de adeus logo dá lugar a nova aventuras, novas descobertas, novos personagens e novas provas da verdadeira amizade entre eles.

Algumas cenas são realmente memoráveis (o ferro velho ou a última cena do filme), não tem como não se apaixonar por esses brinquedos e não desejar que tudo dê certo para eles. A trilogia chega, assim, ao fim com méritos necessários para fincar Toy Story não apenas como a primeira animação a utilizar uma computação totalmente gráfica, mas por desenvolver personagens de animação como nenhuma outra conseguiu. Criando um vínculo com seus espectadores que tanto esperaram o desfecho e provando que é possível ir ao infinto e um pouco além. (TOY STORY 3, de Lee Unkrich/ 2010, EUA, 103’) ||||