III Janela Internacional de Cinema do Recife (part. 3) – Curtas Nacionais 2

por Luis Galvão

Curtas reunidos por certa temática, mesmo em festivais, são bem interessantes para identificar a diversidade que nos é apresentada sob as mais variadas manifestações da música (neste caso) e seu curiosos interpretres. Áurea narra o amor à música de uma cantora de bar que mais conta histórias do que canta. O curta é bem artístico e até ficcional demais para uma realidade verossímil, mas não perde seu encanto pelas ótimas tomadas e fotografia bem realizada. (ÁUREA, de Zeca Ferreira / RJ, 2009, 16’, cor, digital) |||

Com uma proposta inicial diferente, RAZ não inova muito a narrativa de um jovem que se perde na cidade grande a procura de seu rádio e termina por se autodescobrir a paritr de epifanias constantes. Não fosse o roteiro tão previsível, que teríamos um excelente curta. (RAZ, de André Lavaquial / RJ, 2010, 19’, cor, 35mm) |||

Adoro cenas de sertão. Isso pode parecer cruel, mas acho uma imagem de seca inacabável de uma poesia sem igual (tanto que já virou inspiração para os mais diversos meios literários). Aqui temos ainda uma cantoria desafinada de fundo e um retrato bem fiel do Nordeste rasgado pela aridez. E o plus fica com a Ave Maria cantada por Luiz Gonzaga sempre às 18 horas. (AVE MARIA OU MÃE DOS SERTANEJOS, de Camilo Cavalcante / PE, 2009, 12’, cor, 35mm) ||||

Bem estranho, para dizer a verdade, como o roteiro de A Amiga Americana foi formulado. A amizade que nasce de duas pessoas que tem os idiomas diferentes como uma barreira é rapidamente quebrada, mas no final reerguida sem muitas explicações, ficando o final um enorme enigma da jornada que começa e termina em um mesmo ponto. (A AMIGA AMERICANA, de Ivo Lopes e Ricardo Pretti / CE, 2009, 19’, cor, digital) ||