Mad Men | Season 4

por Luis Galvão

image[spoiler] Mad Men é uma das minhas séries favoritas. Em quatro temporadas, muita coisa mudou e não sei se é o costume ou a adoração, mas os episódios hoje em dia passam em um piscar de olhos. Começamos com a nova agência (Sterling Cooper Draper Pryce), novo escritório, alguns personagens novos e outros com mais destaque. É claro que o foco principal sempre foi a procura pelo seu próprio ‘eu’ de Don Draper, que nesse ano esteve mais em foco que nunca. Ele, agora separado de Betty Harris, buscou novos amores e terminou noivando inusitadamente com uma secretária, mesmo que tudo tendesse ao casório com Faye Miller. Não apenas a vida pessoal de Don foi evidente, como a de Dick que viu uma parceira de longa data morrer e abalar profundamente a essência do homem que se esconde por trás de outra identidade.

imageNo outro lado, tínhamos Peggy Olson. A ex-secretária que já teve um filho de Peter e hoje é uma das principais redatoras da SCDP, recebeu proposta melhores, se envolveu com lésbicas, cafajestes e homens sem pulso para controlá-la. E, no melhor episódio da temporada (The Suitcase), sua relação com Don se estreita ainda mais. Onde os dois viraram uma espécie de cúmplices. Uma amizade imensurável.

imageTivemos também a Joan. Que após se envolver com o médico, que no final foi para o Vietnã, terminou grávida de Roger e decidindo ter o filho mesmo após ir a clínica de aborto. Ela colocava ordem na casa e foi responsável por momentos de glória. Betty passou maus bocados com Sally (de cortar o cabelo a fugir de casa) a criança revoltada foi sensacional. Fora isso tudo, tivemos o CLIO, a competição pela conta e a saída de Lucky Strike. Um barco furado que estou curioso para vê como tudo se sairá na próxima temporada. A gravidez de Trudy, o livro de Roger, Miss Blankenship. Uma temporada mais ágil? Para mim sim, mas sem nunca perder o charme de sua direção, a competência de seus atores e o encantamento de seu roteiro. Mad Men foi, como sempre, impecável.

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