Eu e Meu Guarda-Chuva | 2010

por Luis Galvão

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Se lembram daquela aventura técnica feita por Castelo Ra-Tim-Bum em 1999, que mesmo mudando a essência da série original, teve um cuidado artístico tão legal que foi sucesso de bilheteria? Desde aquele ano, os filmes para crianças não receberam esse cuidado. Até agora. Eu e Meu Guarda-Chuva tem resquícios do seu livro de origem e, talvez por isso, fique muito preso a certos recursos narrativos ultrapassados ou até infantis demais. A jornada de Eugênio, Cebola e Frida contra o maldoso Barão Von Staffen e um colégio sombrio me fez lembrar dos contos de Desventuras em Série (essa sim uma série que merece uma boa adaptação) só que mais leve ou mais engraçado, se preferir. Tem muitos problemas (as crianças são imaturas demais, o roteiro tem reviravoltas básicas e as semelhanças com o Ra-Tim-Bum são visíveis), mas consegue envolver um pouco por causa do cuidado técnico que não foi dispensado apenas por se tratar de uma obra para crianças, que – aparentemente – não devem ligar muito para uma direção de arte.

(Eu e Meu Guarda-Chuva) ||||