Ratatouille | 2007

por Luis Galvão

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“De certa forma, o trabalho de um crítico é fácil. Nos arriscamos pouco e temos prazer em avaliar com superioridade os que nos submetem seu trabalho e reputação. Ganhamos fama com críticas negativas que são divertidas de escrever e ler. Mas a dura realidade que nós, críticos, devemos encarar é que, no quadro geral, a mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que a nossa crítica. Mas, há vezes, em que um crítico arrisca de fato alguma coisa como quando descobre e defende uma novidade. O mundo costuma ser hostil aos novos talentos, as novas criações, o novo precisa ser incentivado. Ontem à noite eu experimentei algo novo, um prato extraordinário, de uma fonte inesperadamente singular. Dizer que tanto o prato, quanto quem o fez desafiam minha percepção sobre gastronomia é extremamente superficial. Eles conseguiram abalar minha estrutura. No passado, eu não fazia segredo quanto ao meu desdém pelo famoso lema do Chefe Gusteau: “Qualquer um pode cozinhar”. Mas eu percebo que só agora compreendo realmente o que ele queria dizer. Nem todos podem se tornar grandes artistas, mas um grande artista pode vir de qualquer lugar. É difícil imaginar origem mais humilde do que esse gênio que agora cozinha no Gusteau’s, que é, na opinião deste crítico, nada menos do que o melhor chef da França. Eu voltarei ao Gusteau’s em breve, com muita fome.” (Anton Ego).

No dia 12 de Outubro, eu pergunto a você – leitor – até onde uma animação ‘simples’ quanto essa é realizada para crianças?

(Ratatouille) |||||