Nosso Lar | 2010

por Luis Galvão

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É difícil criticar um filme que tem, em sua própria origem, a propagação de uma religião. Nosso Lar foi feito para um público específico: aqueles que já creem e aqueles que passaram a crer depois de, teoricamente, se impressionar com a narrativa. Como cinema, porém, o filme preza tanto por destaques técnicos (que sem dúvida foi um salto de qualidade no quesito sci-fi brasileiro) que se esquece de construir uma trama que vá agradar aqueles que estão ali simplesmente pela narrativa e não por pregação e difusão do espiritismo.

Renato Prieto, o interprete principal, mostra talento ajudado por alguns rostos desconhecidos do público brasileiro. Já Wagner de Assis – o diretor – cria cenas que simplesmente já existem no nosso imaginário há tempo e que também já foi retratado em outros tantos filmes e novelas de mesma temática. A mais cara produção brasileira (custo estimado de 20 milhões de reais) priorizou por contratar ótimos profissionais do exterior (trilha de Philip Glass, fotografia de Ueli Steiger e desenho da Intelligent Creatures) e virou um pouco as costas para a obra de Chico Xavier que deu origem ao filme. Vale mais pela intenção de mudar um pouco o clichê das produções brasileiras do que pelo aspecto cinematográfico.

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