Comer, Rezar e Amar | 2010

por Luis Galvão

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Quando você está insatisfeito com sua vida, qual a melhor coisa a se fazer? Para Elizabeth Gilbert o destino foi viajar. Não os cem lugares para se conhecer antes de morrer, mas para três ‘fontes de inspiração’ que a deixem fora do caminho de homens. Um momento só para ela e nada mais. Seja comendo uma macarronada na itália, ou meditando em bali, ou se decepcionando com a índia. Qualquer lugar que elizabeth for, vai encontrar (ou procurar) um refúgio para sua personalidade.

Os três níveis de crescimento não são regulares. Enquanto a passagem pela itália é ótima, dinâmica e com boa trilha, as outras duas são arrastadas e repetitivas. Talvez o problema maior do filme inteiro seja exatamente esse. Se na itália já foi mostrado toda a essência do filme, porque se aventurar em mais duas viagem nas quais as conclusões serão sempre as mesmas? O ciclo tem reinício mais uma vez, e outra.

Na balança, porém, é bom destacar o trabalho de Julia que encara sua idade com a leveza exigida e o bom humor típico. Aliado a ela, podemos contar com Viola Davis, James Franco, Mike O`Malley e um estranho sotaque de Javier Bardem. Uma fotografia bem clichê das paisagens e uma trilha que salva o filmes em vários momentos da monotonia. Não vá esperando a grande aventura de uma mulher, porque saiba que, no final, as mudanças não são tão perceptivas como o previsto. E para deixar claro, nós – brasileiros – não beijamos nossos filhos na boca.

(eat pray love) |||