O Último Mestre do Ar (2010)

por Luis Galvão

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uma estrela

Embarcar em um filme que já tem a fama de ser um dos piores do ano é um perigo divertido. Não pelo filme em si (que é péssimo em vários sentidos), mas pelo exagero de defeitos que arrumaram para o longa. E a culpa dessa cobrança toda é de Shyamalan. Aposto que se fosse outro diretor envolvido, mesmo com todos os erros, ‘O Último Mestre do Ar’ seria recebido sem o hype que está causando. A história pseudo-mística de Ang para salvar a Terra por si só deveria funcionar apenas na animação (que se fosse feita por um Miyazaki, Satoshi ou pelos prórios Konietzko e DiMartino, poderia ser bela), mas a transição para o mundo real soa forçada, exagerada e artificial. O elenco parece ter sido escolhido a dedo para interpretar diálogos falsos e inexpressivos. A fotografia é uma confusão etérea. As coreografias são repetitivas (assim como os efeitos ‘especiais’). Enfim, o filme é uma bomba que custou 150 milhões. ‘O Último Mestre do Ar’ é o primeiro projeto que não saiu da mente de Shyamalan e talvez por isso ele não consiga alcançar suas qualidades. Esperaremos pelo retorno ao velho posto de roteirista, criador e diretor, porque mesmo com obras regulares, tenho certeza Shyamalan é melhor que isso.

O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, M. Night Shyamalan, EUA)