400 Contra 1 – A História do Comando Vermelho (2010)

por Luis Galvão

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duas estrelas

Confesso não ter conhecimento nem da criação nem das atitudes do Comando Vermelho na década de 70, mas sei que a gangue parece não ser mais um problema nas ruas cariocas. Até porque, se fosse, dificilmente teríamos uma produção como essa. Caco Souza quis recriar o feito de bons cineastas americanos que coloca elementos pop as suas obras, aquelas montagens rápidas e uma trilha contagiante (mesmo que seja funk black music). Mas é exatamente isso que prejudica o filme, afinal. Daniel faz um bom protagonista, mas algo que termina meio ‘mestre da máfia’ demais – roupas, cigarros e trejeitos de chefão – e a voz em off é realmente péssima. A platinada Daniela Escobar tem um personagem bem desenvolvido e rouba algumas cenas, assim como a advogada interpretada Branca Messina. Acho que no final de tudo, o problema é que o Brasil não está acostumado a encher-se de orgulho por seus ladrões e mafiosos, algo que parece não incomodar muito Caco e parece prejudicar um pouco o filme. Ainda mais se lembrarmos dos ‘clássicos’ da máfia brasileira.

400 Contra 1 – A História do Comando Vermelho. Dirigido por Caco Souza e roteiro de Victor Navas