Meme: O Inicio do Fanatismo.

por Luis Galvão

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Todo blogueiro que se preze adora um MEME. Hoje recebi um muito interessante do Brenno Bezerra que é basicamente relatar como foi que iniciou o seu fanatismo pelo maior ídolo na Sétima Arte, podendo ser atriz, ator, diretor, filme, desde que seja seu. O blogueiro deve repassá-lo para mais dois outros (Cleber e Leo)  e assim por diante. E do mesmo jeito que adoramos um MEME, também odiamos ter que escolher apenas um (coisa impossível de se fazer e que muda constantemente) para representar todo o nosso amor pelo cinema. Eis que escolhi um que poderia muito bem se substituido pela Davis, Judy, Minelli (pai e filha), Marlon ou outros tantos nomes que poderei lembrar. Mas Fred Astaire foi um dos grandes motivos do meu fascínio pelos filmes.

É estranho dizer isso, mas foi apenas aos dezesseis anos (2007) que começei realmente a me interessar pelo cinema. Não apenas como simples entretenimento, mas como Arte. E talvez toda essa revolução na percepção se deva a um pequeno filme assistido no silêncio do quarto de umas férias monótonas. Foi “Romance Inacabado“. Não o maior sucesso de Fred, mas o suficiente para me proporcionar o momento de epifania que tanto custou acontecer. Até aquele momento, todos os filmes que havia assistido (não inclua os clássico, por favor!), tinha um enorme problema. Os atores se esforçavam cada vez mais para entoar vozes angustiadas, exageros faciais e lágrimas intermináveis para realmente mostrar seu ‘talento’. Porém Asteire abandonou todo o excesso perfomático (sic.) e atribuiu – finalmente! – sentidos àqueles movimentos corporais. Ele foi o primeiro que realmente soube se expressar a partir de seus passos. O corpo falando por si.

Daí por diante, foram tardes a fio vasculhando todo o enorme acervo de filmes de Fred. Clássicos como “O Picolino” e “Melodia da Broadway de 1940” (a sua única parceria com outra lenda do cinema musicado, Eleonor Powell)  foram devorados rapidamente. E o êxtase continuava. Cada movimento, cada cena, cada passo milimetricamente estudado e treinado me fascinaram desde a primeira vez até hoje.Se tem uma coisa que se pode afirmar de Fred (como disse Gene Kelly) é que a dança em filmes começou com Astaire. E meu primeiro encontro entre Ginger Rogers e Fred – ainda em 2007 – não poderia ter sido outro, “A Alegre Divorciada” até hoje me encanta pelo entrosamento dos dois astros das telas.

Se foi a técnica perfeita, ou o simples fatp de criar e coreografar cenas lendárias para o cinema, Fred Astaire se tranformou em um dos meus maiores ídolos da Sétima Arte e um sinônimo para qualidade. Naquelas férias, eu não imaginava que um simples filme poderia causar tantas mudanças e que elas fossem continuar até hoje, mas devo agradecer bastante a esse baixo e perfeccionista ator, coreográfo e dançarino que nos abandonou em 1987 por causa de uma pneumonia, deixando como legado sua dança e o indefectível fraque acompanhado de uma cartola. Um estilo que, provavelmente, nunca aparecerá de novo.